Hector e seu novo sorriso segunda-feira, 17 de março de 2014

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Clarice Gonçalves e Gabriel Rodriguez descobriram a fenda labiopalatina do pequeno Hector no quinto mês de gestação.  De acordo com Clarice, a notícia representou primeiramente um choque seguido de um alívio, pois depois do parto eles perceberam que, fora essa condição, Hector era perfeitamente saudável.

“Hector nasceu em casa, o pai foi quem cortou o cordão umbilical e a avó assistiu. Foi lindo, uma das experiências mais lindas que já vivemos! Foi muito difícil encontrar uma parteira que topasse acompanhar um parto de bebê com fenda, por isso passei a gestação inteira angustiada com a possibilidade de parir num hospital, pois tenho pavor, mas deu tudo certo.” Afirma Clarice.

Os dias que se seguiram foram os mais difíceis: a cobrança de amamentar o pequeno Hector normalmente , o leite que demorava a descer e a perda de peso do pequeno foram obstáculos que fizeram os pais sofrer muito. Entretanto, as tentativas de fazê-lo mamar não cessaram, pois a família não queria iniciar uma nutrição com algum alimento industrializado. O objetivo era, justamente, tentar  alimentá-lo da forma mais natural possível.

Todo o esforço foi recompensado. Clarice encontrou uma receita de leite de amêndoas que alimentou Hector por cinco meses, acompanhado, claro, do árduo leite materno que os pais insistiram em continuar para que o bebê tivesse uma melhor nutrição.

“Geralmente demoravam duas horas para retirar 50ml de leite materno. Era fatigante, mas é a imunidade que ele vai levar pro resto da vida. Depois dos cinco meses não aguentei mais a rotina de ordenha e comecei intercalando com leite de cereais. Hoje ele toma fórmula como complemento das papinhas e mamadeiras, está com oito meses e nunca teve sequer um resfriado”, comemora a mãe, orgulhosa.

Em dezembro, Hector fez a primeira cirurgia: a do lábio. O procedimento foi realizado em um Centro Parceiro da Smile Train, localizado em Brasília. Apesar de terem demorado a se acostumar com a nova aparência de Hector, atualmente, a não ser pelas fotos, quase que os pais se esquecem de quão forte era a aparência dele com a sua fenda. Hoje, o seu sorriso é uma das coisas das quais os pais mais se orgulham.

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Conheça a história de Benjamin segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

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Quando Benjamin nasceu, em junho de 2013, na cidade de Venâncio Aires, sua mãe, Raquel Cristina Lincke, se deparou com uma surpresa: seu filho havia nascido com fissura lábio palatina. No início, tanto Raquel quanto Jean Carlos Lincke, pai de Benjamin, ficaram abalados com a situação. Além das questões rotineiras que os pais têm que enfrentar como qual a forma de alimentação adequada, eles não possuíam nenhuma informação sobre a questão da fissura e se, algum dia, Benjamin poderia ser curado completamente.

Foi então que os pais de Benjamin foram encaminhados para Lajeado, Rio Grande do Sul, a 30 km de onde moram. Lá, encontra-se um importante parceiro da Smile Train Brasil que encaminhou, prontamente, o pequeno Benjamin para uma consulta.

Com a cirurgia marcada, os pais de Benjamin passaram por consultas com diversos especialistas, que explicaram como o tratamento funcionaria e acalmaram tanto Raquel quanto Jean, que agora já não viam a condição de Benjamin como algo irreversível. Tanto a criança quanto os pais passaram por consultas com nutricionista, otorrino, fonoaudióloga e até assistente social, que explicou à família como funcionaria para tranportá-los até o Centro e a importância da continuidade do tratamento.

Apesar da dificuldade de alimentação no pós-operatório, Benjamin, hoje com sete meses, continua recebendo todo o tratamento do Centro e aguarda a cirurgia do palato, que deverá ser feita quando ele completar um ano e meio, se estiver em condições para a realização dessa cirurgia. Histórias como a de Benjamin nos mostram que, com o acompanhamento adequado, a fissura lábio palatina deixa de ser um problema determinante na vida de uma criança e passa a ser apenas um obstáculo superado.

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Carinho e amor para mamãe Vitória quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

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A vida em família de Cícero de Medeiros e de Vitória Maceió Ferreira, não foi nada fácil quando nasceu seu filho Francisco de Assis Maceió de Medeiros. Logo após do seu nascimento, em oito de março de 1999, ficaram sabendo que ele era portador de uma fissura pré-forame esquerda. Na época, os pais preocupados com este problema, não tiveram muito tempo em pensar o que fazer. Ele também tinha mais uma complicação, um tumor na garganta que teria que tratar com urgência. Francisco tem 14 anos e só agora vai ser operado, corrigindo esta fissura no Hospital Lauro Wanderley da cidade de João Pessoa

Ele mora próximo da capital, em Santa Rita e está muito ansioso para que tudo corra bem, nesta importante decisão que tomou em sua vida. Sonha ser igual aos outros meninos. Todo paciente fissurado, trás uma personalidade diferente um do outro que é uma característica peculiar de uma pessoa para outra. Francisco Medeiros é um deles.

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Uma mudança radical do antes e depois

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Sofrendo preconceitos a vida inteira, ele os enfrentou todos mantendo a sempre a naturalidade. É impressionante o rosto dele. Quando observamos o Francisco, vemos estampado em sua face, um largo sorriso que é marca característica da sua personalidade.

Sua mãe, muito apegada a ele, sofre muito com todas as dificuldades que até hoje já enfrentaram. Nesta idade da adolescência, as gozações aumentaram e ela tem medo que ele mude seu comportamento.  Com este problema, sua vontade é somente ir à escola e voltar para casa.

Quando perguntado para o Francisco: Como é que ele reage nas piadas e brincadeiras? Ele respondeu: “Eu não xingo, não brigo e não resmungo. Olho para eles e sorrio e em seguida abaixo a cabeça”  Talvez por isso seu sorriso tornou-se uma marca, uma característica forte de sua personalidade. Mãe e filho ficaram a todo instante como dois namoradinhos nos cantinhos do hospital.

Ele é um menino simpático e muito bonito, após a cirurgia, quer esquecer todos os preconceitos e viver uma nova vida. Quem sabe até, daqui mais um tempo, arrumar uma nova namorada.

por Reginaldo Crivari
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Um novo sorriso para Manuela quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

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Em 15 de dezembro de 2012, na cidade de Rivera, no Uruguai, nasceu a menina Manuela Belen Pedezert Machado. Manuela apresentava uma fissura na parte esquerda do lábio.

Seus pais, Carlos Alberto e Magali, afirmam que o choque foi grande, pois eles tomaram conhecimento da deformidade através da pediatra que acompanhava o parto.

“Lembro que a voz da pediatra foi sumindo aos poucos e eu não ouvi mais nada, entrei em estado de choque. Meu marido desmaiou com a notícia.” Afirma Magali.

Toda a família de Manuela ficou muito receosa, surgiram muitas dúvidas. Como seria sua fisionomia? Como alimentá-la? Poderia falar? Como iria ser seu desenvolvimento? Passado o impacto inicial da notícia, seus pais buscaram junto a um amigo médico, maiores esclarecimentos e foram para Montevidéu buscar atendimento mais adequado.

Manuela ficou cinco dias internada para colocação da placa obliteradora, que auxiliaria na alimentação da menina. Após este procedimento, os pais começaram uma pesquisa no Uruguai e no Brasil, onde fariam a sequência do tratamento. A distância entre Rivera e Lajeado é de aproximadamente 440 Km.

Optaram em realizá-lo na FundeF, Fundação parceira da Smile Train e especializada em um plano de tratamento que contempla a multidisciplinariedade e prioriza a individualidade de cada paciente.

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A cirurgia foi agendada para o dia 12 de junho. Os pais de Manuela a trouxeram no dia anterior, acompanhados da avó paterna e da irmã Giannina, que vieram para dar suporte para os pais e para a menina. Os familiares ficaram hospedados em hotel da cidade.

Durante a noite a Magali não conseguiu dormir, de tanto nervoso. Manuela dormiu até às 4 horas da madrugada e com o tempo foi acordando e chorando de fome. Às 6:30 da manhã, Carlos Alberto levou a menina para a sala de cirurgia, o que foi um momento de expectativa e emoção para a família

Quando foi buscá-la na sala de recuperação, a mãe se impressionou um pouco com o curativo no lábio e as talinhas nos braços. A menina estava dormindo e Magali ficou mais tranquila.

No dia 13 de Novembro Manuela recebeu alta e voltou para o quarto onde a técnica de enfermagem fez o curativo e a nutricionista deu as orientações quanto a alimentação nos próximos 30 dias.

Após esse período, Manuela retornou para consulta pós-cirurgia, e dessa vez a experiência foi muito mais tranquila. Ela se consultou com o cirurgião e o fisioterapeuta que avaliaram e sugeriram massagem no lábio.

Manuela neste momento segue o plano de tratamento elaborado pela FundeF, levando uma vida tranquila e desenvolvendo-se normalmente. Para a FundeF é mais uma criança reabilitada que seguirá o curso de sua vida com um sorriso nos lábios e a certeza do dever cumprido com competência e muito carinho.

Seus pais afirmam que Manuela já consegue comer os mais diversos alimentos e que o desenvolvimento da menina é saudável.

Manuela ainda passará por mais cirurgias corretivas e restauradoras, além de um tratamente específico para melhorar a qualidade da sua fala. Mas seus pais não estão mais tão assustados. Graças ao carinho e aos cuidados deles e da FundeF, hoje Manuela tem a chance de viver uma vida sem nenhuma restrição.

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O sorriso de Henrique sexta-feira, 17 de maio de 2013

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Antes arredio e com baixa auto estima, o jovem Henrique conquistou o sorriso dos sonhos após uma cirurgia de lábio e palato. Hoje, com 19 anos de idade, ele comemora a mudança de comportamento ao lado da irmã, Vilma. Tudo começou em 2010, quando Henrique e sua irmã foram abordados por um homem que se sensibilizou com o caso do rapaz e o apresentou à uma instituição parceira da Smile Train Brasil. Graças ao incentivo de Vilma, a primeira cirurgia foi realizada ainda no mesmo ano em João Pessoa. Após o procedimento, o paciente retornou ao serviço com auto estima elevada e boa comunicação, segundo relato de seus familiares. A segunda cirurgia, de palatoplastia, foi realizada em abril de 2011 com excelente resultado. Hoje, o paciente encontra-se bem, feliz e participando do convívio social de sua comunidade ao lado de familiares.

 

 

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Uma vida melhor para Vitória sexta-feira, 10 de maio de 2013

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A pequena Vitória, hoje com dois anos de idade, era portadora de fissura labiopalatina. Filha de pais com deficiência mental, a pequena é criada pela avó que passou por muitas dificuldades até conseguir o primeiro atendimento para a menina, em um centro parceiro da Smile Train em João Pessoa. Em agosto de 2011, Vitória passou por sua primeira cirurgia de queiloplastia. Já em março deste ano, o procedimento seguiu com uma operação de palatoplastia. E Vitoria Regina 1a 1725 Queimadas Todo o tratamento, incluindo consultas com ortodontistas, fonoaudiólogos, entre outros profissionais, trouxe para a família a possibilidade de uma vida melhor. Que a pequena seja muito feliz!

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Uma doce surpresa segunda-feira, 22 de abril de 2013

Em 2004, em Vera Cruz do Oeste, uma pequena cidade do Paraná próxima à divisa com a Argentina e Paraguai, a vida de uma família mudou. Vindo de um hospital de uma cidade vizinha, Laura chegou a Vera Cruz do Oeste com sua filha Vitória, nascida com fissura labiopalatina. Vendo que a criança estava muito debilitada e desnutrida, Fátima, pessoa com grande envolvimento na área social, foi a primeira a acolher Laura e sua filha. Como constantemente auxiliavam Laura com roupa, alimentos e fraldas, Fátima e seu marido Pedro foram convidados para batizar a pequena Vitória.

No dia do batizado, no entanto, foram surpreendidos por Laura, que entregou Vitória aos cuidados do casal. Apesar da surpresa, Fátima e Pedro levaram Vitória para casa e procuraram cuidar da menina da melhor forma possível. Ao buscarem mais informações para tratar a fissura orofacial da pequena Vitória, o casal foi encaminhado para um centro parceiro da Smile Train. Através dessa parceria, Vitória conseguiu todo o auxílio para o tratamento e atualmente continua a ser atendida pela equipe do centro.

Laura agradece a todo o momento aos profissionais envolvidos em sua recuperação, pois sem essa assistência, ela não poderia oferecer uma vida digna e promissora para Vitória.

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A história de Wellington sexta-feira, 12 de abril de 2013

O jovem Wellington, hoje com 14 anos de idade, vive dias de luta ao lado de sua mãe, Maria, e de seus dois irmãos mais velhos. Ele nasceu na cidade de Santa Terezinha do Itaipu, no Paraná, mas logo se mudou com a família para a região metropolitana de Curitiba em busca de tratamento para a sua fissura labial. “A primeira grande dificuldade foi encontrar emprego para sobreviver”, explica Maria. Meses depois, a família conheceu um senhor que ofereceu abrigo e trabalho em uma área no campo. A mãe de Wellington aceitou o emprego, mas seu marido decidiu ir embora. Plantaram verduras e frutas naquele local por seis anos até que retornaram para Santa Terezinha. Atualmente, Maria presta serviços domésticos em casas de famílias durante dois dias da semana. Recebe, por dia, R$ 35. Além disso, conta com o programa Bolsa Família oferecido pelo govern

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Vida nova para Mariana segunda-feira, 25 de março de 2013

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“Não posso imaginar como seria a vida da minha filha”, foi assim que Berenice, mãe da pequena Mariana, agradeceu a todos da equipe médica do centro parceiro da Smile Train Brasil, localizado em Curitiba, após a última cirurgia. Mariana, hoje com cinco anos de idade, nasceu com fissura labiopalatina completa. A história da menina começou quando Isabel, sua mãe biológica, grávida de gêmeos, pediu abrigo à Berenice.

Assim que as crianças nasceram, Isabel partiu e deixou os pequenos sob os cuidados de Berenice e seu marido. O casal logo se encantou por eles, mas já se preocuparam em como cuidar da menina. O que fazer para que Mariana tenha uma vida normal?

A partir deste questionamento, a família procurou ajuda e foi encaminhada para um centro médico. Lá, contaram com o apoio da associação e da ONG internacional. Após muita conversa, Berenice entendeu como seria o procedimento cirúrgico e conseguiu se acalmar.

Atualmente, Mariana, que já passou por duas cirurgias, é uma criança feliz e cercada de carinho e cuidados.

 

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Novo sorriso em Cuiabá sexta-feira, 15 de março de 2013

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A luta do pequeno Maxsuel Ferreira da Silva, hoje com dois anos de idade, começou desde o seu nascimento. Já nas primeiras 72 horas de vida, a equipe do Hospital Geral Universitário foi solicitada para realizar consultas internas para descartar outras formações associadas à fissura. O Serviço de Fissuras entrou em contato e, prontamente, em parceria com a Smile Train, deu início ao atendimento.

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No primeiro encontro, a mãe de Maxsuel parecia pensativa e sem entender o que estava acontecendo com o seu filho. Após 13 dias de vida, o pequeno retornou ao Serviço de Fissuras ao lado da mãe e da tia, que fazia a maioria das perguntas para os profissionais. A primeira etapa cirúrgica aconteceu quando Maxsuel tinha apenas nove meses. Nesse momento, a mãe do menino já estava mais segura quanto ao procedimento. Em 2012, a equipe do Hospital Geral Universitário iniciou a preparação para a segunda cirurgia, entretanto precisou ser adiada para o mês de janeiro de 2013 devido ao estado de saúde da criança.

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Já com dois anos de idade, o Serviço de Fissuras realizou a última cirurgia que foi um sucesso. Hoje, a família está feliz e se prepara para receber mais um novo membro. A mãe do pequeno Maxsuel está grávida de uma menina. “O pior já passou”, repetia ela.

Parabéns a todos do Hospital Geral Universitário pelo trabalho!

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